Pular para o conteúdo

Alice Sant’Anna

Rotina não tenho, mas tenho lá minhas manias. Não escrevo de manhã. Só de tarde ou de noite. Não gosto de escrever em casa. Gosto de escrever fora, na rua. Em casa não dá. Quanto mais longe de casa, melhor para escrever. Romance deve ser outra história, exige outro tempo, outra disciplina. Mas aí não sei como funciona. Gosto de um tipo de silêncio ou de barulho que a casa não tem, é familiar demais, confortável demais. E sempre tem tantas outras coisas pra fazer em casa, tantas outras coisas mais importantes, mais urgentes. Gosto de escrever ouvindo música. Escrever com música, viajando, é melhor ainda. Ou pelo menos anotar ideias para escrever depois, quando voltar para casa (mas não em casa). Só escrevo sobre viagens, ou durante viagens, ou quando tenho uma viagem nos planos. Quando não tenho nenhum plano de viajar, posso até escrever, mas aí escrevo sobre estar entediada, sobre querer viajar.

 

Alice Sant’Anna nasceu em 1988 no Rio de Janeiro. Em 2008, publicou seu primeiro livro de poesia, Dobradura (7 Letras). Em 2012, lançou, em parceria com Armando Freitas Filho, a plaquete Pingue-Pongue. Rabo de baleia (Cosac Naify), seu livro mais recente, recebeu o prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de título de poesia de 2013.

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Comentários

romanceliteraturaefa… em Ceres Marcon
Manu da Italia em Fabio Rabelo
Fabio Rabelo em Fabio Rabelo
Maria Dolores Wander… em Maria Dolores Wanderley
Cristiano Gabriel em Gregory Haertel
%d blogueiros gostam disto: