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Ceres Marcon

Li uma frase de Picasso que me fez repensar minha opinião sobre horário para escrever:  “A inspiração existe, mas tem que te encontrar trabalhando.”  Por isso, antes mesmo do café da manhã, ligo meu computador, abro meus textos releio o que fiz no dia anterior, porque entendo que é necessário, em alguns momentos, buscar a reconexão com o que já foi escrito.

Como não vivo sem meu café, ele me acompanha nos primeiros minutos. Sem ele, viro zumbi. Não deixo de desejar bom dia ao pessoal que segue minha página no Facebook. Acredito na interação e na troca de informações, por isso procuro rechear minha página com notícias de autores, livros e notícias sobre Literatura.

Durmo tarde, por isso minha manhã é curta. O almoço sempre chega com a velocidade do vento e traz com ele a reunião com a família. Pequena e unida. Somos três librianos silenciosos em alguns dias, barulhentos em outros, mas muito unidos. Mexeu com um, mexeu com os outros dois. Durante a tarde, coloco em ordem a minha casa, mas com ela não tenho rotina. Não me cobro se deixei algum serviço para ser feito em outro momento.

Com meus textos não é muito diferente. Apesar de passar muito tempo diante do computador, nem sempre termino o que começo, contudo sei que se em um dia não fiz o suficiente, em outro poderá ser de outra forma. Ao final, percebo que consegui atingir meu objetivo e isso me deixa satisfeita.

Para escrever, prefiro a solidão e o silêncio. Em poucas ocasiões deixo música tocando e se deixar, o volume deve ser mínimo. Se não conseguir dar continuidade em alguma cena, largo tudo e vou para a rua. Respirar, ver gente, conversar ou apenas fazer a compra do lanche ou do pão para a noite. Isso ajuda a clarear os pensamentos e aliviar a tensão. Se, ao retomar, ainda não conseguir prosseguir, mudo o foco. Como não escrevo apenas uma coisa por vez, troco de texto. Caso isso não funcione, entro no Facebook e procuro ler conteúdos das páginas de quem eu sigo e compartilhar. Trocar ideias com meus amigos, também ajuda. Também tenho meu  pequeno jardim para cuidar.

Minhas orquídeas sempre me surpreendem. Se nada disso der certo,  minha cachorrinha está sempre por perto e me ajuda a sorrir, mesmo quando eu acredito que não é possível. Acredito que tudo foi feito de forma perfeita pelo Criador, mesmo quando acontecem essas paradas indesejadas na escrita. Ele nos faz erguer os olhos do trabalho e nos mostra que há outras coisas que precisam de nossa atenção.

Gosto de ler e faço isso antes de dormir. Não importa se uma página ou dez capítulos, nem o horário em que deito, se 22 ou meia noite. Preciso de outros textos, outras vozes e não leio só romances. Meus livros de leitura são uma miscelânea de gêneros. Terror, policial, suspense, romance – esses são maioria –, ficção, fantasia, autoajuda, espírita, livros que ensinam técnicas para escrever… Eu escolho o que vou ler de acordo com a vontade do momento, por isso tenho vários livros começados. Não perco o ponto no qual parei e, quando acontece, releio um ou dois parágrafos e sigo adiante.

Minha família sabe que quando estou escrevendo não gosto de ser interrompida. Quando acontece, costumo parar e dar atenção a eles, porque eles são importantes para mim. São meus incentivadores e os tenho no topo da lista de minhas prioridades.

Ceres Marcon é de Antônio Prado, Rio Grande do Sul. Escreve em http://ceresmarcon.com.br, no Wattpad e no site Mosqueteiras Literárias 

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