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Evelyn Postali

Escrever ocupa o meu tempo entre cozinhar, organizar a casa, planejar a aula de História da Arte, levar filho no dentista, levar filha no jogo de vôlei, ir ao banco, supermercado…  A escrita está presente. Se não é um capítulo ou quase, é um microconto, ou algum devaneio, ao qual chamam de poesia, para acompanhar alguma imagem. Por falar em imagem, também não vivo sem fotografia, sem música, sem desenho, sem livros. Todos os dias, intercalo a maternidade, o companheirismo, o magistério, a vida social, com a Literatura.  Foi assim, entre uma coisa e outra, um intervalo, uma hora vazia, que escrevi meus dois romances – Trilhas de Silêncio e Promessa de Liberdade. Foi assim, também, que construí Fuligem, o caçula, ainda na revisão, e todos os outros contos. É assim que mantenho uma rotina.

Administrar todas as atividades não é fácil. Aos poucos, eu ajeito os blogs, eu organizo mais um roteiro, eu invento mais uma história. E o dia acontece. Quando o tempo é tranquilo, eu me aquieto no sofá, aperto o play, e escrevo. Às vezes, apenas penso no roteiro. Fico imaginando as cenas. Mas preciso estar em silêncio comigo mesma e em certa solidão de vozes quando a trama é mais complexa.

Não sei quantas palavras escrevo por dia. Não contabilizo. Não me imponho limite. Não forço a construção de nada, mas mantenho a constância, a observação e a persistência.

Meu processo criativo é assim, simples. Depende do dia, depende de qual texto eu tenho em minha frente. As ideias vêm. Travar é normal. O que não pode acontecer é deixar de trabalhar depois que a ideia é posta no papel, ou na tela virtual. Um texto precisa ser lapidado sempre. Existe essa necessidade de largar o texto, deixar quieto, reler depois de um período. É bom tomar distanciamento.

Então, depois de tudo, vem a certeza de que está pronto. E saber que uma ideia finalmente se completa, clara, coerente, é uma sensação indescritível. Só é superada pelo outro – o leitor – quando comenta, resenha, indica o seu texto.

Evelyn Postali é gaúcha, professora de Arte, fotógrafa amadora, e escreve há pouco tempo. Participou de várias antologias. Seus romances – Trilhas de Silêncio e Promessa de Liberdade – podem ser encontrados nas plataformas Amazon e Clube de Autores, assim como alguns contos e poemas.  Outras produções textuais podem ser encontradas no blog – https://tudoqueseprendenoolhar.wordpress.com/ –  que administra.

 

 

 

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