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Jander Gomez

Ainda sou o tipo de pessoa que, apesar da tecnologia e de tantos meios eletroeletrônicos para se produzir a escrita, ainda uso o papel para esboçar e esmiuçar qualquer que seja a ideia que me aprovem. Esse exemplo tive do meu avô que me deu uma caneta quando eu era criança e disse que, nada iria substituir o papel, mesmo a tecnologia. Ainda hoje, eu acredito no que ele disse. Certamente todos nós que escrevemos temos um amor incondicional pelas palavras e, vê-las transformadas em ideias e serem dispersas ao vento é como sentir o mais doce dos perfumes da primavera. É assim que tento recriar meus textos, sem regras ou formas pré-moldadas. Acho importantes as metodologias disponíveis no mercado como fundamentos para trabalhar o processo criativo; entretanto vejo esses modelos como aprisionamento da escrita e sendo assim, limitadoras das palavras.

Meu primeiro romance RE+começar (Kazuá,2015) foi escrito depois de eu ter encontrado um conto, antigo, da época do ensino médio perdido em um baú de livros. Sim, eu escrevo desde muito tempo. Entretanto intensifiquei meu trabalho quando mudei para Brasília, em 2009. Logo, trabalhei no conto durante um ano e meio, acrescentando personagens, cenários e testando situações tanto realistas quanto ficcionais que, na maioria das vezes foi escrito durante as madrugadas pois era onde eu moro é o único horário de silêncio. Ponto Cego, meu novo romance ainda sem editora, foi escrito durante os dias, principalmente de manhã, entre as 8h e 10h diferindo do anterior. Sobre minhas inspirações, gosto muito do cotidiano. Creio que dentro dele estão as mais lindas histórias e os mais belos mistérios. Sobre publicação, ainda não tive o prazer de ser publicado por editoras grandes ou intermediarias; creio que isso ocorrerá com o tempo.

Não fujo do que pode-se dizer, ser mais um garimpeiro em busca do ouro para comprar seu pedaço de chão e plantar o que lhe aprouver e ver o sol se pôr com uma xícara de café. E falando em café, quer companheiro melhor para quem lê ou escreve?

Servido?

Jander Gomez é romancista e poeta Sul-mato-grossense (Terenos – Campo Grande). Radicado em Brasília desde 2009, formou-se pela FACSENAC em Gestão de Pessoas. Publicou romance “RE+ começar ,” (Kazuá, 2015) voltado para a literatura gay e do livro de poesias “Distante”(Saraiva, 2014). Em 2016 escreveu, produziu, compôs a trilha sonoro e dirigiu o curta metragem “Eu senti saudade” com data previsão de lançamento para 2017. Participou da 32° Feira do Livro de Brasília (2016) e da Semana Nacional do livro (2016). Recentemente (Janeiro/2017) teve o conto “O homem e o lago” publicados na Revista Traços de Brasília.

 

 

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